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AS BARATAS
Existentes a mais de 300 milhões de anos, as baratas já somam cerca de 5.000 de espécies no mundo. O corpo das baratas tem formato ovular e deprimido. Seu tamanho pode variar de alguns milímetros até quase 10 centímetros. A cabeça é curta, subtriangular, apresentando olhos compostos grandes e geralmente dois ocelos (olhos simples).
Em geral são de coloração parda, marrom ou negra, porém existem espécies coloridas. Nas zonas tropicais, predominam as de cor marrom avermelhada, além das cores verde e amarela.
O formato e o tamanho variam dependendo da espécie, mas em gênero podemos dizer que as fêmeas são maiores que os machos, porém os machos têm as asas mais desenvolvidas.
A maior barata tem aproximadamente 20 centímetros de comprimento. Já a menor cerca de 4 milímetros e por ser tão pequena, vive em ninhos de formigas.
As baratas gostam de ambientes úmidos e algumas espécies preferem lugares quentes.
A alimentação é variada. As baratas são insetos onívoros, ou seja, comem qualquer coisa, tendo principal atração por doces, alimentos gordurosos e de origem animal. Uma curiosidade é que podem viver uma semana sem beber e até um mês sem comer.
Conseguem perceber o perigo através de mudanças na corrente do ar à sua volta. Elas possuem pequenos pelos nas costas que funcionam como sensores, informando a hora de correr.
As baratas domésticas são responsáveis pela transmissão de várias doenças, através das patas e fezes pelos locais onde passam. Por isso são consideradas perigosas para a nossa saúde.
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OS ROEDORES SINATRÓPICOS
A característica principal dos roedores é a presença dos dentes incisivos com crescimento contínuo, daí a necessidade de roer para gastar a dentição. Dessa forma, estragam muito mais alimentos do que realmente necessitam.
São animais de hábitos noturnos por ser mais seguro saírem de seus abrigos à noite, à procura de alimento.
Possuem várias habilidades físicas, como nadar, subir em locais altos se houver base de apoio, saltar, equilibrar-se em fios e mergulhar, entre outras.
Encontram principalmente no lixo doméstico o seu alimento. Escolhem aqueles alimentos que estão em condições de serem ingeridos, pois, por meio do seu olfato e paladar apurados separam os alimentos de sua preferência e ainda não estragados. São considerados onívoros, isto é, alimentam-se de tudo o que serve de alimento ao homem.
Nas áreas urbanas encontramos três espécies de ratos: Rattus norvegicus, Rattus rattus e Mus musculus.
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OS POMBOS
O pombo comum, cujo nome científico é Columba livia domestica, é uma ave exótica, que se originou da pomba das rochas, de origem européia, e foi introduzida no Brasil no século XVI.
São aves mansas, que se encontram em grande número nos centros urbanos, onde se adaptaram muito bem, devido a vários fatores, dentre eles a facilidade de encontrar alimento e abrigo.
Sua imagem está associada ao símbolo da paz, religião, e amor, o que a torna distante de ser considerada uma praga. No entanto, quando em grande número num determinado local, essas aves podem causar danos à saúde e ao ambiente.
DOENÇAS QUE PODEM SER VEINCULADAS:
Criptococose: micose profunda, cujo agente etiológico, Criptococus neoformans, tem afinidade pelo sistema nervoso central. Os sintomas são: febre, tosse, dor torácica, podendo ocorrer também cefaléia, sonolência, rigidez da nuca, acuidade visual diminuída, agitação, confusão mental.
Histoplasmose: micose profunda, cujo agente etiológico, Histoplasma capsulatum, tem afinidade pelo sistema respiratório. Os sintomas que podem ocorrer variam desde uma infecção assintomática até febre, dor torácica, tosse, mal estar geral, debilidade, anemia, etc.
Ornitose: doença infecciosa aguda, cujo agente etiológico, Chlamydia psittasi, tem afinidade pelo sistema respiratório superior e inferior. Os sintomas são: febre, cefaléia, mialgia, calafrios, tosse.
Salmonelose: doença infecciosa aguda, cujo agente etiológico, Salmonela typhimurium, tem afinidade pelo sistema digestivo. Alguns dos sintomas são: febre, diarréia, vômitos, dor abdominal.
Dermatites: são provocadas pela presença de ectoparasitas (ácaros) na pele, provenientes das aves ou de seus ninhos.
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OS CARRAPATOS
No Brasil
Os carrapatos mais comuns no Brasil são:
- Carrapato-de-boi (Boophilus microplus) que transmite ao gado a doença "Tristeza Bovina".
- Carrapato-de-cavalo ou Carrapato Estrela (Amblyomma cajennense) é o que mais comumente parasita o homem. Também infesta mamíferos domésticos e silvestres e aves. Em sua forma adulta, ele é conhecido como carrapato estrela. Fica grande, do tamanho de um feijão verde, ou até maior. A sua forma larval, o micuim, está nos pastos no período de março a julho. Este tipo de micuim, que pode ficar até 24 meses sem se alimentar, esperando um hospedeiro, no homem causa terrível coceira e inflamação que pode durar mais de um mes.
- Carrapato-de-galinha (Argas miniatus), que transmite aos galináceos a bouba, doença infecciosa semelhante à sífilis.
- Carrapato-vermelho-do-cão (Rhipicephalus sanguineus), típico de cães e gatos. Os adultos preferem instalar-se na pele, entre o coxim plantar e as orelhas do cão. Sobem pelas cercas, muros, e espalham-se pelo canil, casa, etc. É de difícil controle.
Doenças trasmitidas ao ser humano
A encefalite humana, pode ser transmitida inclusive por carrapatos, a partir de portadores do vírus, tais como toupeira, ratos e aves, ao serem sugado sangues contaminados.
A espécie Ixodes ricinus, assim como outras espécies do gênero Dermacentor, são os causadores de paralisia (paralisia por carrapatos) em várias espécies animais, sobretudo na ovelha e no homem, especialmente em crianças. Transmitida pela fêmea, a doenca e causada por uma toxina presente na saliva do carrapato, atingindo o sistema nervoso, como a região occipital próximo a coluna vertebral e centro respiratório, podendo provocar falta de coordenação motora no ato de andar, tombos e mesmo incapacidade de permanecer em pé, seguindo-se vômitos e até morte do doente.
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OS CUPINS
Os cupins são insetos conhecidos por nós pelo hábito de se alimentarem preferencialmente de celulose, atacando papéis, livros, estruturas de madeira, ou qualquer outro material derivado deste composto.
Os cupins existem na Terra há muito mais tempo que o próprio homem. Restos fossilizados destes insetos já foram encontrados em formações geológicas datadas de 55 milhões de anos. Durante todo este período, os cupins têm desempenhado um papel fundamental na natureza, na decomposição de matéria orgânica, contribuindo para a incorporação de nutrientes e fertilidade do solo.
No entanto, desde que o homem começou a construir habitações e outras estruturas de madeira, é que se conhecem os danos causados por este inseto. A própria denominação "cupim" é mais antiga que o Brasil, tendo sua origem na língua Tupi e significando "montículo", em referência ao formato do ninho de uma determinada espécie de cupim encontrado no interior do Brasil.
É interessante frisar, porém, que existem muitas espécies de cupins e sua fonte de alimento pode variar bastante - existem cupins que comem raízes de plantas ou fungos, por exemplo. Assim, é importante saber identificar a espécie a ser controlada, diferenciando cupins que não causam prejuízos ao homem (úteis na manutenção da cadeia alimentar na natureza) dos cupins que causam danos ao patrimônio privado, histórico ou cultural do homem.
Cupins de madeira seca e Cupins Subterrâneos: os dois principais grupos
Conforme comentamos, existem muitas espécies de cupins que podem ser agrupados de diferentes maneiras. Dependendo da localização e do formato do ninho, podemos citar, por exemplo, os cupins de montículo, responsáveis por prejuízos na lavoura, os cupins de madeira podre ou úmida, os cupins de madeira seca, os cupins arbóreos, os cupins subterrâneos, etc.
Para simplificarmos nossa abordagem trataremos, de uma maneira genérica, de dois grupos de cupins que são conhecidos por causarem grandes danos econômicos ao homem: os cupins de madeira seca e os cupins subterrâneos.
Como o nome indica, os cupins de madeira seca são os cupins que fazem o ninho na própria madeira seca, ou seja, toda a colônia encontra-se na madeira seca que, ao mesmo tempo, serve de abrigo e de alimento.
O cupim subterrâneo, por sua vez, faz o ninho no solo, geralmente próximo a uma fonte de umidade ou alimento. Assim, diferente dos cupins de madeira seca, os cupins subterrâneos saem do ninho em busca de alimento.
Estes dois grupos de cupins apresentam comportamentos completamente diferentes entre si, e conhecer este comportamento e a sua biologia é fundamental para que possamos entender as estratégias recomendadas para o controle destes insetos.
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FORMIGAS URBANAS
As formigas são insetos sociais e estão entre as pragas urbanas que apresentam o controle mais difícil. Isso se deve à alta vantagem competitiva e adaptativa que a vida em sociedade proporciona.
Suas mordidas e picadas podem provocar choque anafilático e representam risco à saúde pública quando ocorrem em hospitais, creches, berçários e residências, devido à capacidade de transportar microorganismos patogênicos, tais como bactérias, vírus e fungos (vetores mecânicos). Em restaurantes, indústrias e áreas de alimentação, podem contaminar os alimentos, ocasionando infecções intestinais. Fungos produtores de micotoxinas já foram isolados dos corpos de formigas em áreas de alimentação.
As formigas surgiram há cerca de 100 milhões de anos, quando a América do Sul e a África ainda estavam unidas. Os fósseis mais antigos foram descobertos em depósitos sedimentares da Formação Santana, que fica na fronteira entre o Ceará e Pernambuco.
Todas as formigas pertencem a uma só família (Formicidae). Das 16 subfamílias, sete ocorrem no Brasil, país onde se registrou maior número de espécies. Atualmente, cerca de 10 000 espécies são conhecidas, mas acredita-se que esse número deve dobrar quando as faunas das copas das árvores e do folhiço das florestas tropicais forem mais bem estudadas.
Formigas Urbanas
Estas são chamadas de formigas andarilhas, que vivem em íntima associação com o ser humano, sendo espalhadas para outros locais pelo comércio. Estas causam sérios problemas em estabelecimentos comerciais e de pesquisa, residências, e principalmente em hospitais, onde funcionam como vetores mecânicos de microorganismos patogênicos.
Estas formigas possuem características que facilitam a sua dispersão e infestação, sendo elas: poliginia, reprodução por fragmentação (a cópula acontece no interior do ninho, e a colônia se divide, no qual as operárias juntamente com as rainhas fundam novos ninhos), migração (a menor perturbação - calor, iluminação, movimento e uso de inseticidas - leva as operárias a recolher os ovos, imaturos e a rainha para outros locais), unicolonialidade (ausência de comportamento agressivo entre indivíduos de ninhos diferentes da mesma espécie), agressividade interespecífica (agressividade contra outras espécies de formigas), e tamanho reduzido. A seguir, serão discutidas as principais características destas formigas.
Danos Causados ao Homem
As formigas que ocorrem em residências usam geralmente em sua alimentação o alimento desperdiçado pelos seres humanos (açúcares, bolos, bolachas, cereais, frutas, etc), que caem no chão. Além disso, outros insetos, vivos ou mortos, podem complementar a dieta.
As formigas cortadeiras impõem sérios danos à agricultura, apresentando um controle difícil e oneroso. Elas se caracterizam por cortarem as plantas e transportarem os pedaços para o interior do ninho, onde serão utilizados como substrato para o cultivo do fungo, do qual todos os membros da colônia se alimentam.
As formigas urbanas ou andarilhas vivem em íntima associação com o ser humano. Estas causam sérios problemas em estabelecimentos comerciais e de pesquisa, residências, e principalmente em hospitais, onde funcionam como vetores mecânicos de microorganismos patogênicos.
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As Pulgas
[Aqui vai o texto] |
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Os Escorpiões
Os escorpiões brasileiros de maior importância médica pertencem às espécies Tityus bahiensis e, principalmente, Tityus serrulatus.
Tityus bahiensis ocorre desde o Estado da Bahia até o norte da Argentina e, na direção oeste, até Mato Grosso. T. serrulatus ocorre em Minas Gerais, Espírito Santo, Estado do Rio de Janeiro e Estado de São Paulo. |
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Os Morcegos
Os morcegos são os únicos mamíferos que voam. Eles saem à procura de alimento ao entardecer e à noite. Existem cerca de 150 espécies de morcegos no Brasil. Apenas três são hematófagas, ou seja, alimentam-se de sangue de outros animais. Mas essas espécies são encontrados principalmente na área rural. Os morcegos da cidade se alimentam de frutas, sementes, néctar, pólem e insetos. Eles são muito importantes para o meio ambiente, pois são responsáveis por espalhar sementes e frutos, polinizar as flores e controlar a população de insetos noturnos.
Entretanto esse animais podem tranmitir doenças como a RAIVA, onde o vírus podem ser transmitidos pela mordida, arranhão ou contato com a saliva dos morcegos. A HISTOPLASMOSE, doença respiratória provocada pela inalação de fungos presentes nas fezes dos morcegos.
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